terça-feira, 10 de junho de 2014

Cama elástica.




   CARACA!!! Olha o tamanho dessa cama elástica!!!- Foi o que pensei assim que entrei na brinquedoteca.

   Cheguei e não tinha ninguém, vocês não podem imaginar a minha felicidade. Não que eu não goste de pessoas, eu até gosto, mas quando se tem quatro anos e se tem certa dificuldade pra falar, fica difícil socializar (isso sem contar com o fato de ter que dividir a cama elástica e a piscina de bolinhas).


   Não demorou muito até chegar algumas crianças e depois mais algumas. Infelizmente tive que migrar da cama elástica para os outros brinquedos. Não foi por muito tempo, as crianças foram legais comigo, eu aceitei dividir o meu espaço. Todos nos éramos pequenos, o maior tinha 5 anos e convivíamos na maior harmonia. Dividimos momentos legais, isso ate um menino mais velho chegar e começar o terror. 

   Durante um tempo a brincadeira consistiu em fugir do menino mais velho, enquanto ele gritava com todos nós. Isso durante um tempo, ficou chato depois, cansei de correr de um lado para o outro ( não que eu não goste de correr de um lado para o outro, eu até gosto). Era visível que todo mundo estava cansado da brincadeira, todo mundo menos o açoitador de crianças/menino mais velho. Numa corrida e outra, eu e todas as crianças pequenas e inofensivas da brinquedoteca fizemos uma espécie de audiência. Liderados por mim, que já estava bem à vontade (ainda mais por ser uma causa revolucionária), resolvemos nos livrar do jugo opressor que aquele menino representava (eu posso estar exagerando, e quando eu digo talvez eu quero dizer com certeza). Ele foi beber água e nesse intervalo resolvemos o que e como seria feito.

   Ele voltou e cada um de nós foi para suas respectivas posições pegar as suas respectivas armas. Eu peguei uma cadeira pequena (já falei que eu tenho 4 anos?), teve um que se armou com bolinhas, outro com um taco de basebol...Enfim, cada um de nós agarrou o que pôde. Antes mesmo de que ele pudesse começar a sua brincadeira infernal, como um exercito que vai libertar seu povo de algum opressor imperialista, fomos todos pra cima dele. Ele não entendeu muito bem o que estava acontecendo, só sei que saiu de fininho e não voltou mais lá.

  Eu podia escutar a música música “We are the champions” tocando bem atrás de mim; minha primeira batalha em campo, e eu tinha me saído vitoriosa. WEEEEE AREE THE CHAMPIOOOONS, MYYY FRIEEEEENDDDDSS, AND WE’LL KEEEEEP OOON FIGHTIIING TIILLL THE...

-Talissa a gente precisa ir!!

Caraca a minha irmã não sabe que eu estou no meio de uma comemoração?

segunda-feira, 2 de junho de 2014

"Somos todos iguais"

    Dizer que somos todos iguais não é ruim, mas o bom mesmo é reconhecer e respeitar as diferenças. Um índio é diferente de um branco, que é diferente de um negro, que é diferente de um asiático, que é diferente de mim... Somos todos seres humanos, mas não somos todos iguais, esse discurso de igualdade é raso. Por que não aceitar que existem diferenças? Será que só conseguimos respeitar o outro porque somos iguais? Quer dizer você só vai respeitar aqueles que forem seus semelhantes? Atos separatistas se baseiam no desrespeito das desigualdades. Tudo aquilo que é diferente é ruim, é marginalizado e tido como inferior.  Aprendam a conviver com o fato de um índio não querer sair da sua aldeia para se alfabetizar, e que ainda assim, ele não é um marginal. Aprendam a conviver com dois homens se beijando na rua, e que ainda assim, eles não são vulgares...APRENDAM A CONVIVER COM O QUE É DIFERENTE!!