sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Abaixo a pijamofobia!


   Ok, eu sei que tratados polissêmicos estão sendo feitos assim como leis que defendem igualde de gênero, descriminalização do aborto etc...Gostaria de propor então o meu projeto de lei, especialmente nesta época que é a época mais propícia para apresentar projetos de lei: Uma lei pela inclusão de pijamas como “outfit” socialmente aceitável nas ruas (supermercados, lojas, restaurantes, etc.). Sim, eu sei que não existe nenhuma lei que proíbe o uso dos coitadinhos nas relações cotidianas, mas existem costumes que são mais poderosos que as leis. Segundo Aristóteles, as leis mais brilhantes seriam aquelas que fossem apoiadas em costumes (Aristóteles iria votar contra minha lei, com certeza) e todo mundo sabe – pelo menos eu sei- que quando você decide sair de casa e não quer se arrumar essa sociedade tão apegada a costumes poderosos te condena de alguma maneira, seja por olhares tortos ou por músicas como “olha ai o cara estranho que chegou”.
   Pensemos nos benefícios pontuais ou paliativos que uma lei como esta iriam trazer para nossa sociedade – eu acho que só o fato de não ter que escolher “modelitos” antes de sair de casa já responderia a questões como estas, mas levando em consideração o nossa câmera de deputados (conservadora), penso que é necessário levantar questões econômicas e sociais-.  1: A mesma roupa que você usa para dormir será a mesma que você pode usar para ir em reuniões sociais, logo não precisaria gastar o seu dinheiro se preocupando por qual sapato combinaria com sua bolsa (todo mundo sabe que com pijamas o único sapato que combina é pantufa e não há bolsa que combine com pantufas, então, adeus bolsas). 2: A desigualdade social seria menos visível (todo mundo também sabe que pijamas não exibem  logotipo de marcas caras, logo ninguém iria ter a necessidade de ostentar (vejo uma mistura de beneficio social e econômico aqui)). 3: O crescimento de pequenos investidores da área de confecção de pijamas iria crescer como mínimo 50% ( todo mundo sabe como é importante o crescimento das pequenas empresas para o país). 4: Uma sociedade que veste pijamas e pantufas na rua, obviamente é uma sociedade feita de cidadãos felizes (todo mundo sabe como é importante a felicidade dos cidadãos de um país.). 
   Diante destes benefícios, é obvio que ocorreram represálias por parte de algumas bancadas conservadoras tais como: “As pessoas vão começar andar de pijamas nas ruas e logo depois vão querer sair pelados, não se pode apoiar tal libertinagem”.  Ora bolas, eu acredito que uma lei que torne regular o uso de pijamas nas ruas vai trazer tanta liberdade de escolha para as pessoas que ninguém se verá na obrigação de querer vestir pijamas ou de andar pelados só para fazer protestos, como aconteceu dias atrás num culto religioso onde dois adeptos a esta lei se apresentaram com pijama (pasmem) de oncinha e ameaçaram tirar a roupa caso “pijamofobia” não parasse.

   Vamos esquecer de Aristóteles e de bancadas que prezam os costumes na criação e regulamentação de leis e lutemos pelo nosso direito de nos relacionar com a roupa que quisermos e não fazer isso às escondidas, na nossa casa ou no nosso quarto, vamos às ruas andar orgulhosamente de pijamas.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014




   Vez ou outra fico com uma terrível inveja de quem nasceu num lugar e ali ficou ou pelo menos ali cresceu. Esse pessoal que conhece cada canto do seu bairro e cada pessoa, o tiozinho que vende jornal na esquina, a vizinha que só fica na porta a observar a vida de quem por ali atravessa, um grafite que esta ali meio borrocado há mais de treze anos, enfim. Creio eu que essa vontade parte do principio de nunca ter me fincado em lugar algum, de nunca ter estreitado laços com pessoas de lugar algum (ok, algumas sim, bem poucas). Conhecer sim, conheci varias e da maioria não lembro nem o nome.

   Então quando estou quase entrando num quadro de depressão aguda, pois nem fotos eu tenho pra me lembrar desse monte de rostos desconhecidos com os quais compartilhei momentos bons – e não foram poucos-, lembro-me que talvez as fotos nem sejam tão importantes e muito menos os nomes... Também, haja laço pra estreitar com tanta gente que se conhece nessa vida, ainda bem que eles deixaram momentos ou historias (ou ficaram, porque tem gente que se leva junto pra sempre).

   Depois que termino de me lamentar fico é com raiva desse pessoal que nasceu num lugar e ali ficou. Não dá pra perder tempo a vida inteira atravessando a janela da mesma vizinha e prestando atenção em grafite que já esta ali há mais de treze anos..."Besta é tu" que não conhece a sensação maravilhosa de ir embora de um lugar achando que nunca irá conhecer pessoas iguais e descobrir que tem pessoas demais nesse mundo (e estou contabilizando apenas as boas).
   Ainda bem que cada momento, cada pessoa e cada caminho que atravessei me trouxeram para este lugar. Como foi que eu cheguei parar aqui nem me pergunte, nem eu mesma sei, mas ainda bem que cá estou eu com as melhores pessoas que podia estar – as que vão ficar e as que vão deixar mesmo só os momentos –.






quarta-feira, 23 de julho de 2014

Diante da –sem eufemismos- morte de um ser querido, choramos por ele que se foi, que não vai mais viver ou choramos por nos mesmos, que vamos a ter que aprender a viver sem eles? Caso for o segundo, é um sofrimento egoísta então? 

terça-feira, 10 de junho de 2014

Cama elástica.




   CARACA!!! Olha o tamanho dessa cama elástica!!!- Foi o que pensei assim que entrei na brinquedoteca.

   Cheguei e não tinha ninguém, vocês não podem imaginar a minha felicidade. Não que eu não goste de pessoas, eu até gosto, mas quando se tem quatro anos e se tem certa dificuldade pra falar, fica difícil socializar (isso sem contar com o fato de ter que dividir a cama elástica e a piscina de bolinhas).


   Não demorou muito até chegar algumas crianças e depois mais algumas. Infelizmente tive que migrar da cama elástica para os outros brinquedos. Não foi por muito tempo, as crianças foram legais comigo, eu aceitei dividir o meu espaço. Todos nos éramos pequenos, o maior tinha 5 anos e convivíamos na maior harmonia. Dividimos momentos legais, isso ate um menino mais velho chegar e começar o terror. 

   Durante um tempo a brincadeira consistiu em fugir do menino mais velho, enquanto ele gritava com todos nós. Isso durante um tempo, ficou chato depois, cansei de correr de um lado para o outro ( não que eu não goste de correr de um lado para o outro, eu até gosto). Era visível que todo mundo estava cansado da brincadeira, todo mundo menos o açoitador de crianças/menino mais velho. Numa corrida e outra, eu e todas as crianças pequenas e inofensivas da brinquedoteca fizemos uma espécie de audiência. Liderados por mim, que já estava bem à vontade (ainda mais por ser uma causa revolucionária), resolvemos nos livrar do jugo opressor que aquele menino representava (eu posso estar exagerando, e quando eu digo talvez eu quero dizer com certeza). Ele foi beber água e nesse intervalo resolvemos o que e como seria feito.

   Ele voltou e cada um de nós foi para suas respectivas posições pegar as suas respectivas armas. Eu peguei uma cadeira pequena (já falei que eu tenho 4 anos?), teve um que se armou com bolinhas, outro com um taco de basebol...Enfim, cada um de nós agarrou o que pôde. Antes mesmo de que ele pudesse começar a sua brincadeira infernal, como um exercito que vai libertar seu povo de algum opressor imperialista, fomos todos pra cima dele. Ele não entendeu muito bem o que estava acontecendo, só sei que saiu de fininho e não voltou mais lá.

  Eu podia escutar a música música “We are the champions” tocando bem atrás de mim; minha primeira batalha em campo, e eu tinha me saído vitoriosa. WEEEEE AREE THE CHAMPIOOOONS, MYYY FRIEEEEENDDDDSS, AND WE’LL KEEEEEP OOON FIGHTIIING TIILLL THE...

-Talissa a gente precisa ir!!

Caraca a minha irmã não sabe que eu estou no meio de uma comemoração?

segunda-feira, 2 de junho de 2014

"Somos todos iguais"

    Dizer que somos todos iguais não é ruim, mas o bom mesmo é reconhecer e respeitar as diferenças. Um índio é diferente de um branco, que é diferente de um negro, que é diferente de um asiático, que é diferente de mim... Somos todos seres humanos, mas não somos todos iguais, esse discurso de igualdade é raso. Por que não aceitar que existem diferenças? Será que só conseguimos respeitar o outro porque somos iguais? Quer dizer você só vai respeitar aqueles que forem seus semelhantes? Atos separatistas se baseiam no desrespeito das desigualdades. Tudo aquilo que é diferente é ruim, é marginalizado e tido como inferior.  Aprendam a conviver com o fato de um índio não querer sair da sua aldeia para se alfabetizar, e que ainda assim, ele não é um marginal. Aprendam a conviver com dois homens se beijando na rua, e que ainda assim, eles não são vulgares...APRENDAM A CONVIVER COM O QUE É DIFERENTE!!

sábado, 19 de abril de 2014


-Parece que gosta de ser infeliz!
-Não eu não gosto, mas eu estou casada com o maior canalha que conheço
-Já pensou em se divorciar?
-Olha minha idade garota, eu lá tenho idade pra me divorciar
-Então definitivamente você gosta de sofrer;
-Sem mim ele não é nada...
-Ninguém é essencial a ninguém nesta vida
-Não é mesmo...
-Então pede o divorcio!
-Eu não tenho pra onde ir
-Como não tem? Uma casa imensa daquelas...Divide, cada um fica com uma parte
-Dai ele vai querer ficar com a parte do quintal, nem morta que eu fico na escuridão
-Então vende, pega sua parte do dinheiro e compra uma casa mais pequena
-Talvez
-Vai pedir o divorcio?
-Claro que não
-Esta escolhendo passar os últimos anos da sua vida sofrendo...
-Você quer saber a verdade, garota?
-Por favor...
-Eu não separo porque eu tenho pena dele...
-Pena por quê?
-Porque ele é o maior canalha que conheço
-Já pensou em se divorciar?

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Da metalinguagem...

IDEIA!!! 
Corre, abre o Word...
Observa a pagina em branco (uns 2 minutos) pra organizar as ideias
Escreve a primeira, a segunda, a terceira linha...
Pára
Da uma olhada no que já escreveu
Alguém chama no Facebook; não é importante
Volta
Mais algumas linhas
Isso aqui não ficou bom...
Apaga
Escreve de novo
Caraca, isso aqui ficou muito bom!
Mais algumas linhas
Pára
Da uma olhada no que escreveu
Salva
Fecha o Word
----------------------------------------------------------------------------------------
Abre depois de um tempo ( a gaveta faz bem para os textos)
Da uma olhada
Muda o que não ficou bom
Termina

Posta
Edita depois de postado (repete a operação umas 5 vezes)
Lê (de novo)
Meu deus é o texto mais merda que eu já fiz!!
Fecha o blog e deixa quieto...




domingo, 6 de abril de 2014


-Seria maneiro poder voltar no tempo e desfazer os erros cometidos no passado.-

   Tem muitas pessoas que falam -Eu não, eu não mudaria nada- Me poupe, tenho uma lista de coisas que queria mudar, uma lista imensa. Ontem mesmo, eu não deveria ter dormido tão tarde, mas dormi. 
   O problema de concertar alguns erros, é que talvez o seu presente fique modificado, uma vez que você desorganizou os fatos (aprendi isso nos filmes). E isso me deixaria muito infeliz, porque eu adoro estar onde estou, eu adorei conhecer todas e cada uma das pessoas que conheci e adorei também viver cada momento que vivi (alguns nem tanto). Se de fato eu pudesse voltar pra fazer algumas coisas novamente (dessa vez da maneira "certa"), eu não voltaria, por medo mesmo. 
   Mas pensando bem, não sei nem mesmo porque eu questiono essas coisas. Na verdade esse negocio de voltar para o passado só acontece nos filmes (estadunidenses, na maioria das vezes). Foca no futuro Keytlin, já são onze horas e você ainda nem tomou banho, quanto mais pensar em dormir...(No futuro você também precisa parar de falar em terceira pessoa, Keytlin)

terça-feira, 25 de março de 2014

                   
  
    Acordou e percebeu que conhecia de mais o homem com quem dormia. É estranho, porque a maioria das pessoas procuram isso a vida toda: Conhecer realmente o seu parceiro. Ela conhecia, ah se conhecia...cada mania, defeito, qualidade...tudo. É difícil conviver com uma pessoa que você consegue prever cada movimento, foi isso que ela pensou. Nada que ele fizesse a surpreenderia mais, todas as conversar já tinham sido conversadas, todos os segredos revelados , até mesmo aquela infidelidade de 25 anos atrás com a prima da meia irmã dela, foi difícil, mas ela perdoou, a final, ela não tinha sido nenhuma santa. 

-Acorda Bernardo! Nos precisamos conversar. 

   Em vão, ele nem se mexeu, ele la queria conversar...La vem ela querer saber se eu tomei os meus remédios da pressão, pensou ele em silêncio. Ela deitou novamente. 
Vai ver nem é tão ruim assim conhecer cada detalhe da pessoa com que você dorme, com a qual você divide sua vida, com a qual você faz sexo pelo menos uma vez por mês - e não era la essas coisas- Pensou ela.  Oras, era terrível! 

-Acorda Bernardo! Eu quero me divorciar!
-Você tomou os seus antidepressivos?

   La vem ele querer saber se eu tomei os meus remédios, quer dizer, não é depressão, é frustração.

-Não tem nada em você que eu não saiba, tudo bem que eu já tenho quase 60 anos, mas eu acho que seria uma boa a gente se divorciar, sabe? Cada um curtir o dinheiro da sua aposentadoria e sair por ai. Sabe aquela viajem para Gramado? Poxa você nunca me levou la, eu quero ir pra Gramado! E você ? Você pode por fim ir naqueles lugares onde tem mulheres que cobram por sexo, sabe? Qual é mesmo o nome?
-Zona?
-Isso, zona...Você me entende? A gente até podia combinar de quando chegar la pelos 70 anos, voltamos, cheios de histórias novas, a conversa não ia acabar nunca...
-Olha só Celeste, a gente ainda tem muita coisa pra conversar...
-Bernardo você não entende, todas as nossas conversas são repetidas. Uma ou outra vez que alguém morre, ou alguém nos visita e talvez conversamos coisas novas, isso se a gente der sorte...
-Se eu te dizer uma coisa que você não sabe ao meu respeito você me deixa voltar a dormir?
-Eu duvido
-Olha só, eu vou na zona pelo menos uma vez na semana. E digo mais, eu não comi só a prima da sua meia irmã, eu também transei com tua meia irmã. 

   Ele se virou e voltou a dormir, ou voltou a fingir que dormia. Ela também se deitou de novo, mal podia esperar pelo dia seguinte. A conversa iria render (Freud explica).

segunda-feira, 24 de março de 2014

 

Buscar uma criança na escola, e voltar caminhando pode ser algo muito divertido para a criança. Pra mim, uma experiência bem interessante.


Sai da escola, avista um canteiro de flores
- Vem Teti (no caso eu), deixa eu pegar uma flor!
Vai até o canteiro 
-Pega a flor (branca). Pega Teti, é pra você!
Andamos (não mais de três passos)
-Teti, eu esqueci de pegar a minha flor!
Volta, pega mais uma flor (dessa vez rosa).
Andamos.
Um cachorro psicopata começa a latir desesperadamente.
Se assusta, me abraça, mas logo ri da cara de psicopata do cachorro e fica por uns 3 minutos indo e voltando só para o cachorro latir mais forte.
Andamos, mais um canteiro de flores
-Olha a flor Teti, deixa eu pegar. É rosa Teti (e era mesmo). Pega Teti, é pra você !
Andamos, uma árvore
-Que cor é essa árvore?
-Verde? E essa? E essa, também é verde?
Pega algumas folhas da árvore (pra não esquecer que são verdes)
Andamos.
Pisa na grama
-Olha Teti, essa árvore verde é pequenininha. Ela vai crescer e ficar grande como eu? Como você? Como a outra árvore verde?
Explica o processo
-E as flores que a gente pegou? Também vão crescer? Vamos chegar em casa e colocar ela no chão, pra ver elas crescer.
Andamos
Mais uma árvore, dessa vez com flores amarelas
-Pega pra mim Teti, a árvore é grande
Pega uma flor (pra ela)...Pega mais uma (pra mim).
Andamos
Mais uma árvore, dessa vez do tamanho dela.
-Olha Teti, uma árvore bebê!!
Abraça a arvore, abraça a outra arvore do lado dela.
Andamos
Mais um canteiro de flores (eu espero que seja o último)
-Olha Teti, mais uma flor, deixa eu pegar? Pega Teti, é pra você.
Andamos
Chega em casa
-Vem Teti, vamos colocar a flor no chão pra ver ela crescer...
-Flor não cresce desse jeito Talissa, que tal um carocinho de feijão?

sábado, 22 de março de 2014





     Deve ser triste chegar nos 60 anos sem nenhuma boa história pra contar, ou pelo menos fazer questão de não se lembrar delas. 
     Minha avó é a pessoa mais triste que conheço ( mais pessimista e negativa também ). Tem cara de que só fez escolhas erradas a vida inteira. Nascer foi a primeira delas (embora essa não tenha sido escolha dela ); repete isso todos os dias. Mesmo tendo uma boa vida, ela insiste em fazer com que todo mundo saiba que teve um passado hostil. 


     Ela era pobre, se apaixonou por um cara casado, teve um filho com ele...O cara lhe propôs ser sua amante oficial, ela o deixou. Casou-se, pela primeira vez, teve uma filha, doente.  Morou 8 anos dentro de um hospital, nesses 8 anos o marido também a abandonou (perdeu-se no mundo ou morreu, não sei, porque ela nunca me contou isso, fico sabendo das coisas por acaso) Casou-se de novo, com o meu avô, a pessoa mais gente boa que conheço. Assumiu os seus dois filhos ( o mais velho preferiu morar com a avó ); a levou pra morar na cidade, lhe deu uma casa e tudo que uma casa precisa ter.  Engravidou novamente, mesmo contra a vontade dela, sabe ela e Deus, o tanto de vezes que ela tentou se desfazer da criança. Não a julgo. 
     Eu não sei nada da vida, além do fato de que tenho muito que aprender na vida. Mas uma das poucas coisas que aprendi, sabe-se lá onde, é que escolhas erradas estão ai para serem escolhidas, e que o passado já passou (a segunda acabou de me ocorrer). Acho estranho o fato dela ainda chorar toda vez que fala no homem que não quis largar a mulher pra ficar com ela, eu não sei se é choro de arrependimento ou de raiva ou de tristeza mesmo...Acho que os três.

   Não sei em que momento ela se tornou a pessoa que é hoje. Minha mãe me conta que foi no momento em que se apaixonou pelo cara casado, mas eu acho que foi no momento em que seu orgulho falou mais alto e ela decidiu não ficar com ele porque era casado. Oras, veja lá se isso é motivo pra não ser feliz. Ela teria sido uma amante cheia de histórias. Embora se assim fosse eu não estaria aqui para ouvi-las...Mas seriam ótimas histórias.